Não sei quem entrou na vida de quem, pois que já nos encontramos antes desta. Sei que nossa relação familiar, nesta vida, foi intensa. Trocamos confidencias, gargalhadas, ensinamentos, momentos tensos e alegres. Aconchegaste-me por um tempo em teu lar, recebias-me com toda pompa na casa de praia, cuidaste de mim com amor e carinho. Mais que tia, foste amiga, mãe e irmã.
Mas Deus te chamou e a saudade que ficou aperta o coração, faz lágrimas rolarem espontaneamente e lembranças vivas surgirem.
Helenita do sorriso, da festa, do cuidado demasiado.
Helenita do trabalho, das viagens, das praias e da gandaia.
Helenita da singular presença e que sempre amou.
Helenita que nos fez felizes, fixou raízes e nos mostrou que a vida é mais ou menos e o espetáculo é, meu bem, ser devoto de Jesus, gritar de espanto ou alegria ( os íntimos sabem) e beber a cervejinha até faltando luz.
Atravessaste o portal da espiritualidade nos dando acenos de até breve e de ti guardo o amor e a saudade que ficou.
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