sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

A saudade que ficou.

Não sei quem entrou na vida de quem, pois que já nos encontramos antes desta. Sei que nossa relação familiar, nesta vida, foi intensa. Trocamos confidencias, gargalhadas, ensinamentos, momentos tensos e alegres. Aconchegaste-me por um tempo em teu lar, recebias-me com toda pompa na casa de praia, cuidaste de mim com amor e carinho. Mais que tia, foste amiga, mãe e irmã.
Mas Deus te chamou e a saudade que ficou aperta o coração, faz lágrimas rolarem espontaneamente e lembranças vivas surgirem.
Helenita do sorriso, da festa, do cuidado demasiado.
Helenita do trabalho, das viagens, das praias e da gandaia.
Helenita da singular presença e que sempre amou.
Helenita que nos fez felizes, fixou raízes e nos mostrou que a vida é mais ou menos e o espetáculo é, meu bem, ser devoto de Jesus, gritar de espanto ou alegria ( os íntimos sabem) e beber a cervejinha até faltando luz.
Atravessaste o portal da espiritualidade nos dando acenos de até breve e de ti guardo o amor e a saudade que ficou.





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