De um lado, o professor chega com sua bagagem de conhecimentos, seu material de trabalho e com a tarefa de instruir e orientar seu público.
No outro lado, jovens alheios ao processo. Uns com as mãos dentro das mochilas como a querer esconder o uso do celular, outros com a cabeça apoiada na mochila para dormir e recuperar o sono desperdiçado na noite anterior, outros, ainda, conversam alto, indiferentes à presença do professor,
Ao bom dia do professor começam a série de pedidos para ida ao banheiro.
O professor faz a primeira intervenção solicitando silêncio e que abram o caderno para vistos nas atividades ou para registros de apontamentos. Solicitação ignorada é só atendida sobre muita insistência.
Antes de iniciar, o professor ainda deve orientar atividades adaptadas para os alunos neurodivergentes.
E, mais uma vez, solicita atenção dos outros para iniciar correção de atividades ou exposição de assunto novo. Ao encostar o pincel no quadro, novos pedidos de ida ao banheiro.
E, assim , passam os 50 ou 100 minutos o desgaste do professor: solicitando que o aluno guarde o celular, faça silêncio ao menos durante a correção ou explicação do assunto, anotem os registros do quadro e implorando que façam a atividade de sala.
O que acontece? Muitas reflexões!